sábado, 23 de maio de 2009

Há algo em ti que me fascina. De onde vem? de onde nasce? Será por tomares as minhas mãos quando não te busco? Invades-me o pensamento, não consigo dormir, não me deixas dormir. Ensina-me o caminho enquanto pegas nas minhas mãos, e com elas desenhas a teu belo prazer as inúmeras existências que ecoam em uníssono. Deixa-me assistir ao vagar do seu traço, enquanto as tintas se depositam nos seus recantos e se moldam à sua forma. É um ritual desproporcionado de corpo, de racionalidade, apenas florescem sentimentos que encandeiam. Obrigas-me a sentir demasiado. Possuis-me desde que me lembro! Desde a intemporalidade daquela casa em Lisboa, em que senti pela primeira vez o teu cheiro, te toquei e folheei indícios do teu ser espalhados por tantas outras vivências, muitas delas consumidas por ti precocemente. Não és passível de ser possuída, muito menos compreendida, não sei quando chegas ou quando partes... Apenas sei que o nosso caminho é feito de encontros e desencontros.

Acabo o meu último cigarro nesta janela que tão bem conheces.
Já é tarde.
Hoje durmo.

1 comentário:

  1. gostei gostei,sabias?
    acho k já sabias!

    é como te digo..está fortes está!xD
    ***

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